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Aceitação

  • Foto do escritor: Vanessa Taís B. Cortesia
    Vanessa Taís B. Cortesia
  • 29 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

Você já ouviu de alguém ou já leu em algum lugar: “aceite a vida como ela é”?


Isso nada tem a ver com não assumir as rédeas da sua própria vida. A frase está relacionada com aquelas coisas que você não tem controle, sabe? Geralmente são situações que estão relacionadas com os outros. Ou ainda, a fatos que acontecem independente da sua vontade. Aquelas onde sua atuação não vai e nem pode interferir para mudar o seu percurso. Ou seja, fogem do teu controle. Elas apenas acontecem.


Então, aqui é que entra aquela tal aceitação. Como você se reconhece diante dessas situações? Você tem facilidade em deixar as coisas fluírem e confiar no curso natural da vida? Aceita com facilidade as escolhas dos seus filhos? Sabe esperar o tempo necessário que algumas coisas exigem para se resolverem? Confia que tudo acontece como deve ser e sempre para seu melhor?


Venho refletido muito sobre isso, pois adoro dar uma controladinha básica nas coisas e principalmente me culpar quando algo sai fora do esperado. Meu nível de exigência muitas vezes extrapola e acabo superdimensionando alguns acontecimentos. Apesar de confiar muito no universo espiritual e na providência divina, nessas horas, tenho dificuldade de me desapegar do que foi idealizado e o sofrimento acaba sendo inevitável.


Refletir sobre isso, nesses últimos dias, tem me aproximado do seguinte entendimento. Aceitar a vida como ela é passa por, em primeiro lugar, me aceitar do jeito que sou. Se eu acredito que “tudo é perfeito do jeito que é”, preciso deixar de idealizar a filha perfeita, esposa perfeita, mãe perfeita, profissional perfeita, amiga perfeita... pois elas estão bem longe de fazerem parte da vida real. Buscar isso é certeza de frustação e sofrimento. É garantia de fracasso.


Por isso, quero alinhar minhas expectativas e buscar humildemente ser a filha, esposa, mãe, profissional, amiga... possível. Real. Aquela que, apesar de suas inúmeras falhas, não deixa de ser uma boa pessoa. Reconhecer nossa humanidade faz parte do processo. Baixar nosso nível de exigência e autocobrança também. Com isso, fica mais fácil aceitar a vida do jeito que é, na confiança de que tudo acontece para o melhor. Sempre!


Tarefa fácil. Não. Tarefa diária. Sim. Mas estou disposta a buscar essa aceitação com todo meu amor e minha generosidade comigo e com a vida. O entendimento eu já tenho. Agora preciso percorrer o caminho mais longo: da mente ao coração. Vamos juntos?

 
 
 

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